A sala de aula invertida (ou flipped classroom) é uma forma inovadora de promover a aprendizagem. 

Na aplicação desse método, o aluno deve estudar antes do encontro com o com a turma. Assim, o período com o professor é utilizado para fixação de conteúdo, atividades práticas, feedbacks, entre outros.

O modelo ganhou forma após o pesquisador J. Wesley Baker introduzir o conceito de “Flipped Classroom” (sala de aula invertida). Uma vez que ele percebeu que gostaria de aprimorar o tempo em sala de aula para ser um mediador de estudo. 

Assim, por consequência do método, os alunos viram protagonistas do processo de ensino-aprendizagem.

No ensino tradicional, a sala de aula serve para o professor transmitir informações para o aluno. Após essa transmissão de conteúdo, o aluno estuda e posteriormente é avaliado. Em resumo, o professor gera a conexão entre o aluno e o conhecimento.

no ensino de sala de aula invertida, o professor vira um orientador.

Onde o aluno toma conhecimento fora da aula e, na sala, se aprofunda ainda mais sobre o assunto proposto. 

Nessa ordem, o aluno amplia seu aprendizado de maneira prática.

Mas como aplicar a metodologia de sala de aula invertida?

O planejamento é essencial para ter clareza do ensino, dessa maneira, para que o método seja bem constituído requer que o facilitador tenha propriedade no assunto. 

Além disso, resumir e estipular temas com conceitos chaves facilitarão a criação de conteúdo.

Depois, deve-se escolher um intermédio para enviar os conteúdos que serão estudados pelos alunos antes das aulas.

Esses conteúdos devem ser claros e precisos, também podem conter materiais de apoio, como podcasts, PPT’s, capítulos de livros e documentários.

Outro fator importante é que todo material seja disponibilizado em um tempo adequado aos alunos para efetiva agregação do conhecimento. Com no mínimo uma semana de antecedência. 

Aposte na tecnologia

O EAD, um modelo educacional que não para de crescer no Brasil, pode ser um poderoso aliado na aplicação da sala de aula invertida. 

Dessa maneira, o professor pode preparar vídeo-aulas, tutoriais, e incentivar o aluno a ter autonomia.

Uma vez que aplicadas essas técnicas, torna-se necessário a adaptação. Entre tentativas, erros e acertos, o professor consegue conhecer melhor seus alunos, se conectar e aprimorar sua metodologia.

Vigotski já apontava que a aprendizagem é resultante de um processo interativo e considerava a existência de uma zona de desenvolvimento proximal (ZDP). 

A ZDP representa a diferença entre o que o aprendiz pode fazer individualmente e aquilo que é capaz de atingir em colaboração com outras pessoas.

Por isso, transforme as suas aulas em um local de desenvolvimento e não apenas de transmissão de conhecimento.

Como o Edupulses pode te ajudar a aplicar a sala de aula invertida?

  • 1 – Grave um vídeo informativo usando algumas ferramentas disponíveis no mercado. Sugerimos “Screencast-O-Matic”, “PowToon” ou “Vyond”.
  • 2 – Oriente os alunos a assistirem o vídeo antes da aula.
  • 3 – Em sala de aula, utilize o “Múltipla Escolha” do Edupulses para testar os conhecimentos obtidos por meio do vídeo.
  • 4 – Divida os alunos em pequenos grupos, usando a ferramenta “Divisão em grupos” do Edupulses. E peça para que façam um cartaz com os principais pontos do assunto (poderá ser fornecido um outro material de apoio, como um texto, por exemplo).
  • 5 – Permita que os grupos apresentem as suas produções e façam uma discussão.
  • 6 – Encerre a aula com um “Quiz”, testando os conhecimentos obtidos através dessas atividades.

Conte sempre com o Edupulses para criar momentos interativos e engajadores na sua organização.


Autor: Willian Echeverria é Content Producer no Edupulses. Graduando em Psicologia e pesquisador em Educação, Aprendizagem e Metodologias Ativas. Willian se desafia todos os dias na busca de novas metodologias e ferramentas ativas que auxiliem no processo de ensino-aprendizagem.