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Metodologias Ativas em sala de aula: o aluno como protagonista

O que são metodologias ativas?

Perguntas como esta, ainda são frequentes e comuns entre professores e alunos na universidade.

Inegavelmente a educação ainda está pautada no modelo resultante da perspectiva pedagógica, em que a ênfase está centrada no papel do professor e não do aluno. Esse modelo está presente não apenas nas escolas e universidades, assim como, nas práticas educativas das organizações. Parafraseando Paulo Freire, vemos um aluno ainda na posição de “mero receptáculo bocejante do conhecimento”.

É muito comum que nas organizações, a condução de treinamentos seja estruturada onde o instrutor é o centro do processo de aprendizagem, já que pouco utiliza as experiências das pessoas para a construção do conhecimento. É ainda mais comum nas graduações e pós-graduações.

E qual é o impacto da utilização desse modelo para a geração Y, super conectada, com informações disponíveis na palma da mão? Imagine-se agora, sentado em uma sala de aula, participando de um encontro de 4 horas sobre Teoria Geral da Administração, onde o professor acaba de iniciar o primeiro dos 67 slides. Cansativo, não? O pensamento que logo nos vem em mente é: “poderia buscar essa informação mais tarde, no Google, por exemplo”.

Como os alunos enxergam as metodologias ativas?

Em um post nas redes sociais de uma aluna de uma grande universidade de Santa Catarina. Ela comenta sobre a recente aula que havia assistido na universidade e descreve o seguinte:

O post demonstra de forma clara o quanto as pessoas buscam formas de aprendizagem diferenciadas, assim como procuram diferentes nuances de experimentações e trocas de conhecimento, já que hoje, o acesso à informação e ao conhecimento é imensamente facilitado pela tecnologia.

Em 2012 os pesquisadores Melo e Sant`Ana realizaram uma pesquisa com 60 estudantes em Brasília-DF. Os estudantes passaram pela experiência do uso de metodologias ativas em sala de aula. Analisando as vantagens do uso dessas metodologias para a formação profissional, perceberam que:

Estes estudantes mencionaram que o método em questão, deu-lhes a  possibilidade de serem mais críticos, estimulou o auto estudo, aumentou o contato com a prática profissional e além disso, fortaleceu a retenção do conhecimento aplicado.

A pergunta que fica é: Por que não utilizamos mais metodologias ativas em nossas aulas? É possível direcionar o foco de nós mesmos, para efetivamente alcançar a formação de um sujeito mais ativo, crítico, reflexivo e transformador? Está mais do que na hora de transformar os métodos utilizados em nossas práticas educativas, pois, métodos voltados à problematização, à busca do conhecimento, à experimentação e à interação, tem como objetivo facilitar essa mudança.

Para que a transformação na forma de ensinar e aprender realmente aconteça, é necessária uma mudança de postura daquele que ensina. É necessário que avaliemos nossas concepções pedagógicas (crenças, valores) e verifiquemos se nossa postura metodológica está de fato, levando a uma aprendizagem significativa. Isso deve ser construído a partir do autoconhecimento, de uma reflexão sobre a prática educativa e sobre nosso papel enquanto facilitador/mediador do processo de aprendizagem como um todo.


Michelly Dellecave é professora de cursos de graduação e pós-graduação, psicóloga, sócia da Ágora Entertraining. Michelly tem formação em processos grupais e se desafia todos os dias na busca de novas metodologias e ferramentas ativas de ensino-aprendizagem.

Atualizado por: Danilo Santos

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